A coordenadora da Comissão de Mulheres do Sindicato Rural de Erechim, Clarissa Dalla Rosa, conduziu explanação sobre “Biocombustíveis: o que sua lavoura ganha com isso?”, promovida pela Comissão de Mulheres do Sindicato Rural de Não-Me-Toque, na sexta-feira, dia 21 de agosto. Clarissa é doutora em Engenharia de Alimentos, pesquisadora e professora da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), com experiência no desenvolvimento de processos e inovação na produção de alimentos e biocombustíveis.
Tendo em vista a expansão do mercado e novas demandas por matérias-primas, os biocombustíveis abrem perspectivas para o setor produtivo. Esse foi um dos enfoques da palestra, que apresentou a influência da geopolítica e das agendas ambientais sobre o tema, o conceito e as diferentes aplicações dos biocombustíveis, o potencial do agro brasileiro, a aptidão energética e as culturas que podem ganhar espaço. Entre os exemplos citados, estiveram o biodiesel, o etanol, o SAF (Combustível Sustentável de Aviação) e o biobunker.
Segundo a pesquisadora, culturas como canola, Brassica carinata e trigo podem ser destinadas à produção de energia, ampliando o aproveitamento das áreas na entressafra e atendendo à demanda por matérias-primas para os biocombustíveis. Além disso, contribuem para a sustentabilidade e para a melhoria do sistema produtivo, com benefícios como descompactação do solo, ciclagem de nutrientes e controle de plantas daninhas, favorecendo a cultura de verão na sequência.
Clarissa ainda compartilhou uma perspectiva mais próxima da propriedade rural ao abordar a produção própria de biodiesel, mostrando que se pode ir além do fornecimento de matéria-prima à indústria e integrar a própria atividade agrícola.
Com informações da Assessoria de Imprensa do Sindicato Rural de Não-Me-Toque